Metz

Poucas vezes percorri sozinho uma cidade estranha. A primeira vez foi em Metz, cidade que encontrei deserta, fria e silenciosa numa noite de outono. Cidade que no dia seguinte ofereceu ao viajante solitário uma manhã ensolarada cheia de verdes e dourados. Um tanto afastada de Paris e das principais rotas turísticas francesas Metz possui os encantos da província e é repleta de história e de acontecimentos. Próxima à fronteira com Alemanha e Luxemburgo, fundada nos confins da Alta Idade Média, sempre esteve envolvida em disputas políticas e territoriais. Uma persistência improvável em território tão tumultuado, a Igreja Saint-Pierre-aux-Nonnains, hoje utilizada como sala de concertos e exposições, marcou-me por sua surpreendente evolução no tempo, mantendo claras as marcas de cada período de sua história, com sobreposição de estilos arquitetônicos desde o galo-romano civil até o gótico religioso. O Moselle, desfeito em canais e espelhos d’água, corta a cidade integrando-se à vida urbana ao longo de parques, jardins e ancoradouros. Espaços de lazer permanentemente povoados durante as horas de sol do final de outubro. Dias de contemplação e de poucas palavras.

Antônio Paulo

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