Segundo dia em Bruxelas

Comecemos esse segundo dia na capital belga com a superação de um problema. Estamos numa segunda-feira. Os museus propostos estão fechados. Repensemos o roteiro do primeiro dia se houver interesse em conhecer os museus aqui descritos. Se algum for escolhido, terá de ser visitado no domingo e a segunda fica reservada para os passeios pela cidade.

Dos Museus Reais de Belas Artes em Bruxelas fazem parte, entre outros, o Museu de Arte Antiga e o Museu Magritte. O primeiro tem uma bela coleção de pinturas dos antigos mestres flamengos, sendo especialmente valioso o painel da evolução da pintura de Hieronymus Bosch a Brueghel, pai e filho. Para mim este é o ponto alto do museu. Há também obras de Rubens em todo seu esplendor barroco e muitos outros. O segundo abriga obras do mestre belga do surrealismo, René Magritte. São dois museus que valem a visita, mas como já antecipei, fecham às segundas.

Para iniciar o segundo dia em Bruxelas sugiro um passeio ao redor da Place du Grand Sablon. Dominada pela Igreja de Notre-Dame du Grand Sablon a praça apresenta belos prédios – especialmente na Rue Lebeau – e comércio sofisticado. Atenção para a loja da Royal Boch, fábrica de porcelana fundada em 1841 e que pode ter promoções interessantes. Aos domingos a praça é sede de uma feira de antiguidades de 9:00 às 14:00. Atrás da igreja, do outro lado da Rue de La Régence, fica a pitoresca e arborizada Place du Petit Sablon, ideal para um pequeno descanso.

A partir dessa região duas opções, fazer um dos itinerários pelos prédios art nouveau da cidade ou caminhar até a Avenue Louise e arredores, onde está boa parte do comércio da cidade, das grandes grifes às lojas mais populares como Zara e lojas de departamentos. Um bom local para encontrar ofertas tentadoras.

A art nouveau em Bruxelas merece atenção especial. Para admiradores e entendidos muitos serão os dias necessários para visitar e contemplar tudo que a cidade tem a oferecer. Victor Horta é a principal referência nesse estilo do início do século XX. A casa do arquiteto, hoje transformada no Musée Horta (25, rue Américaine, Saint-Gilles), é um excelente exemplo do seu trabalho, apresentando em detalhes as soluções arquitetônicas e decorativas propostas na época. Vale a visita. Chega-se lá de taxi ou de metrô mais uma caminhada de cerca de 30 minutos. Fecha às segundas e só funciona à tarde de 14:00 às 17:30.

Existe um encarte vendido nas lojas dos museus ou nos escritórios de apoio ao turista  chamado “Bruxelles vivre l’Art Nouveau, carte-promenade”. São cinco roteiros mapeados e explicados, muito práticos e informativos para quem gosta do assunto. Fazer um dos percursos pode ser uma experiência enriquecedora nessa curta passagem pela cidade.

Antônio Paulo

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  1. […] do movimento Art Nouveau. Há muitos prédios espalhados por toda a cidade e, como já mencionado neste blog, existem vários roteiros organizados pela municipalidade que podem ser percorridos a pé. Uma boa […]



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