Primeiro dia em Bruxelas

Recebi como encomenda escrever um roteiro de dois dias em Bruxelas. Os viajantes estarão de carro, chegam domingo e saem na terça. Um hotel central facilitará o acesso às principais atrações. A rede Ibis possui duas unidades no centro, o Brussels Centre Ste. Catherine e o Brussels Off Grand Place. Ambos são bem localizados, com garagem (o Ste. Catherine tem garagem própria, o Grand Place, estacionamento público, todos pagos) e estação de metrô próxima. Chegar de carro a uma grande e desconhecida cidade pode ter seus momentos de dificuldade. Por isso, chegar num domingo pode ser uma boa solução, já que o trânsito tende a ser mais tranquilo. Estudar previamente o mapa da cidade ajuda a localizar os acessos de entrada e a ter uma noção de que direção seguir para chegar ao hotel. A idéia é deixar o carro na garagem e deslocar-se a pé ou de metrô.

Aproveitem o domingo para passear pelo centro antigo. A Grand Place é o foco absoluto dos turistas na cidade e com razão. É belíssima e admirá-la nunca é demais. Se o tempo estiver agradável e houver mesas externas dos vários restaurantes e cafés que a circundam, essa é uma boa opção para apreciar o lugar e o vai-e-vem das pessoas. Há o Manneken Pis a visitar nas redondezas, numa esquina, sempre com multidões ao seu redor. Absolutamente sem graça, apesar de ser um dos símbolos de Bruxelas. Todas as ruelas ao redor da praça são muito agradáveis. Gosto especialmente da Rue au Beurre que dá na Igreja de St. Nicolas. Aqui ainda é possível ver várias pequenas construções grudadas à igreja, numa forma comum nos tempos medievais de construir aproveitando as maciças paredes de pedra do templo. Uma utilidade secundária da casa de deus que com o tempo foi sendo banida. Na Grand Place e arredores existem várias lojas de chocolate, rendas e outros artigos turísticos. Devem permanecer abertas mesmo num domingo. Em relação aos chocolates, sugiro os tradicionais Godiva, Leonidas, Neuhaus. Há muitas outras opções, mas não são atraentes e não devem ser tão gostosos. Fora dos eixos turísticos existem lojas lindas e sofisticadas, cujas vitrines são verdadeiros devaneios chocólatras, mas que também devem ter um preço igualmente enlouquecedor. Não deixem de provar uns biscoitos da Dandoy na própria Rue au Beurre.

Esgotadas as atrações ao redor da Grand Place, caminhem em direção à Place de l’Albertine. Ali fica o Mont des Arts, com seus vários museus. No topo da colina fica a Place Royale, na lateral do Palais Royal. Em frente ao palácio fica o Parc de Bruxelles, com suas muitas aléias entre árvores. Um lugar agradável para terminar o dia. Antes de voltar ao hotel passem pela Catedral de St. Michel et Ste. Gudule, um pouco abaixo do parque. Se houver interesse por algum museu da cidade, sugiro verificarem se ele fecha na segunda-feira e dessa forma poderem visitá-lo no domingo mesmo.

A partir da Rue du Marché aux Herbes partem alguns becos em direção aos quarteirões que formam a região conhecida como Ilot Sacré. Trata-se de um aglomerado de restaurantes que servem principalmente comida belga a base de frutos do mar. Os belgas vangloriam-se de ter uma das cozinhas mais saborosas e refinadas do mundo. Ali são muitas a opções. Vale a pena aventurar-se a procura de uma que melhor apeteça para a refeição do fim do dia.

Antônio Paulo

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