Alsácia

Com uma história de séculos de influência franco-germânica, a Alsácia, hoje definitivamente francesa, foi palco de inúmeras disputas. No centro da Place de la République em Strasbourg um monumento mostra a mãe – representação da cidade – que chora por seu filhos mortos na guerra, lutando em lados opostos. Uma representação emocionante e emblemática que resume de maneira forte as marcas de uma bela região em uma fronteira tão conturbada.

 

 

Estrategicamente localizada, no meio do caminho entre importantes centros, recebendo influências variadas e cobiçada por todos, Strasbourg é ainda hoje sede de várias organizações européias com destaque para a Corte Européia dos Direitos Humanos e para o Parlamento Europeu. Cidade francesa com ares de alemã recebe grande número de turistas do país vizinho, aumentando a sensação de que se está do lado de lá da fronteira. O idioma oficial é obviamente o francês, mas tenho a impressão de que todos falam alemão. Mas o interessante é ouvir os mais velhos falando alsaciano, uma língua preservada apenas na oralidade, que soa como alemão com alguma influência e sonoridade francesa. Muito agradável de escutar, porém incompreensível.

A Alsácia merece ser percorrida de carro, pois são muitas as cidadezinhas, todas simpáticas com suas ‘maisons à colombages’ tão típicas, espalhadas em meio a colinas e vinhedos. Riquewihr é a mais festejada por ser pequenina, aconchegante e bem preservada, mas não é a única. Adoro por exemplo Obernai, que tem fácil acesso de trem a partir de Strasbourg. Menos turísticas e mais autênticas temos Hunspach e Seebach no norte da região. Colmar que é linda, e várias outras.

Os vinhos alsacianos são um capítulo a parte, sendo dos meus favoritos. Vale a pena estudar um pouco sobre eles para comprá-los nas caves ou mesmo nos supermercados. Com preços tão abusivos aqui no Brasil, bons produtos podem ser comprados na fonte por menos de dez euros. As principais referências são as uvas Riesling e Gewürztraminer. Visitar as vinícolas, degustar seus vinhos e conversar um pouco com os produtores é uma excelente maneira de conhecer a região.

Antônio Paulo

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