Cerro Tronador

Fomos à base do Cerro Tronador, a mais alta montanha da região de Bariloche. O cume, que faz parte da linha de fronteira com o Chile, fica para os adeptos do trekking e da escalada. Não temos dessas habilidades. A ida até a base já tem alguma dose de aventura, a começar pelos 100 km de estrada de terra, ida e volta. O caminho é razoável e não apresenta maiores dificuldades. A questão fica por conta das restrições dos horários de tráfego já que a direção do Parque determina trânsito unidirecional por horário. De 10:30 às 14:00 os carros podem entrar e não é permitido o trajeto de volta; a saída a partir da base do cerro só é possível após 16:00. Na entrada há controle e acho que não deixariam ninguém entrar antes do horário estipulado. Mas no outro extremo não percebemos nenhum “guardaparque” fazendo esse controle. De qualquer jeito, como fomos tarde, começamos a trilha de volta dentro do horário estabelecido. E, como previsto, são duas horas para ir e duas para voltar.

Boa parte do caminho é feito às margens do lago Mascardi, lindo, com suas águas verdes. Na base do cerro nasce o rio Manso, a partir do degelo de uma geleira chamada Vetisqueiro Negro. Talvez por ser meio de verão e boa parte do que havia para derreter já ter derretido, encontramos uma enorme piscina de água barrenta, o gelo todo escuro de sujeira. Um cenário aterrador, com uma beleza surpreendente. O branco da neve, só mesmo mais acima, no cume imperioso da montanha.

Antônio Paulo

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