Arrayanes

Existem muitas possibilidades de passeios de barco pelo Lago Nahuel Huapi. O mais tradicional vai ao Bosque de Arrayanes e à Isla Victoria numa mesma excursão. Os barcos partem de Puerto Pañuelo próximo ao Hotel Llao-Llao, fora do centro, e podem ser contratados nas agências turísticas da cidade. Decidimos visitar apenas os Arrayanes. Como queríamos ir à Villa La Angostura, a 84 km de Bariloche, preferimos pegar o barco lá, já que o bosque fica bem próximo, na Península Quetrihué, cujo acesso está bem no meio da Villa. É possível ir de bicicleta ou a pé, mas é um trajeto de 24 km, ida e volta. Não animamos a fazer o percurso por terra.

Justamente no istmo que liga a península à cidade existem dois portos, um de cada lado, na Bahía Brava e na Bahía Mansa. Deles partem barcos para o bosque, ficando a escolha condicionada mais pelo horário da próxima saída que pelo preço da passagem – há uma diferença, mas pequena. Deve-se também pagar pela entrada no Parque Nacional; o ingresso é vendido no quiosque ao lado da bilheteria do respectivo porto.

A viagem é curta, cerca de 40 minutos – sendo uma boa oportunidade para integrar-se um pouco mais com o lago. Já comentei sobre a beleza dos azuis, que durante a navegação é ainda mais intensa. O barco navega margeando a península, por isso não pense que será uma “grande travessia”. Para percorrer uma maior extensão do lago e se imaginar perdido em sua imensidão, deve-se partir de Bariloche.

Os arrayanes são um tipo de mirto. Dizem que são árvores muito antigas podendo chegar aos 600 anos. Este bosque é tido como a maior reunião em todo o mundo desse tipo de árvore. É muito bonito. O tronco tem forte cor de canela e sua casca vai se soltando. A mim lembram-me goiabeiras e jabuticabeiras por causa dessas descamações. Faz-se um circuito já delimitado por passarelas dentro do bosque. É bastante rápido. E depois volta-se de barco para o porto de origem. Tudo dura em torno de três horas.

Não fomos à Isla Victoria. Estive lá há alguns anos e lembro-me de uma vegetação exuberante com muitas árvores frondosas – espécies típicas do bosque andino patagônio – rodeada pelas águas do lago e pelas montanhas do entorno. Também um lugar muito bonito.

Villa La Angostura é descrita como o refúgio dos argentinos ricos na região dos lagos. Chegam de avião e vão diretamente para os luxuosos hotéis ou mansões da Villa. Há uma rua principal cheia de lojas, bares e restaurantes. Os hotéis e residências ficam espalhados pelos bosques e montanhas da região. Há uma estação de esqui no Cerro Bayo que funciona durante o inverno. É daqui que parte a “ruta de los siete lagos”. São 110 km até San Martin de los Andes e ficou para ser percorrida na próxima viagem. Para nós o ponto alto foi mesmo a visita aos Arrayanes e a estrada que liga a Villa a Bariloche.

Antônio

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