De carro em Bariloche

Tentamos e não conseguimos alugar um carro pelas agências tradicionais através da internet. Apelamos para a empresa que sempre nos atende em Belo Horizonte – Estufa Agência de Viagens – que também não conseguiu fazer a reserva. Será que Bariloche estaria tão lotada para o réveillon 2011 que não haveria mais nenhum carro disponível?! Acabamos não descobrindo a razão de tanta dificuldade. A cidade estava cheia, mas nada que se compare ao auge da temporada de inverno. A pousada em que ficamos, por exemplo, tinha quartos disponíveis.

Conseguimos o carro através do proprietário da pousada que fez a reserva numa agência local – Movil rent a car – que foi perfeita em todos os sentidos. Pontuais na entrega e na devolução do carro no aeroporto, apenas o mínimo necessário de burocracia. E aí, com o carro em nossas mãos, todo o tempo a ser programado conforme o nosso gosto. Normalmente, quando estamos em uma grande cidade, o transporte coletivo é a nossa preferência. Mas, ao contrário, quando viajamos pelo interior, o carro alugado torna-se mais interessante. Possibilita os passeios aos lugares escolhidos, do nosso jeito e no momento em que a gente quer.

Adoro os preparativos, a procura por guias e mapas. Estes nem sempre disponíveis no Brasil. Já se começa a viver a viagem com antecedência; um grande prazer! Procuramos sempre ler bastante sobre nosso destino. Não só guias tradicionais como também autores do lugar e impressões de outros viajantes. No momento indicamos dois livros da Danuza Leão – “Fazendo as malas“ e “De malas prontas” – e o guia de restaurante de Buenos Aires do Alex Herzog – “Bistrôs Buenos Aires. Onde comer bem, bacana e barato” – que nos foi imensamente útil em nosso segundo destino e sobre o qual já estamos escrevendo.

As estradas ao redor da cidade são boas. Trafegamos pelas “rutas” 40, 231 e 237, todas de pista simples, mas com acostamento, asfalto de qualidade, bem sinalizadas, com as linhas de faixas pintadas e visíveis. O limite máximo de velocidade é baixo, 60Km/h, e respeitado pela maioria. Em trechos de muitas curvas, torna-se difícil a ultrapassagem. Percorremos também os 50km de estrada de terra dentro do Parque Nacional para chegar à base do Cerro Tronador. Também uma boa estrada; tem alguns trechos precários, mas curtos e plenamente transitáveis. Não fizemos o percurso da “ruta de los sietes lagos” que vai da Villa La Angostura a San Martin de los Andes por absoluta falta de tempo. Escutamos de um morador local que é a estrada mais bonita da Argentina. Fica para a próxima vez.

As curiosidades no trânsito ficam por conta do tráfego urbano. Há pouquíssimos semáforos em Bariloche; e quase nenhuma placa de PARE. Como são muitos carros transitando pela cidade, há uma pequena confusão em cada cruzamento da área central. Postos de gasolina sempre com fila e muito carro velho pelas ruas. Numa das filas de abastecimento a forreca na nossa frente encheu o tanque e, após várias tentativas de arranque, saiu empurrada pelo dono e pelo frentista!

Antônio

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: