Comer em Bariloche

“Siete Fuegos – Mi Cocina Argentina” de Francis Mallmann é um livro cuja compra deve ser considerada para aqueles que gostam de cozinhar. Obviamente as carnes recebem atenção especial, mas outros ingredientes também têm o seu destaque. O autor apresenta a cozinha patagônia em todo seu esplendor. Livros de receita são uma ótima maneira de prolongar os prazeres de uma viagem.

Come-se bem em Bariloche – a considerar o que mostra e ensina o Sr. Mallmann, acho que em toda a Argentina! – e, como todos não cansam de dizer, a preços muito mais baratos que no Brasil.

Encontra-se de tudo e por isso deve-se manter certo bom senso para evitar experiências desagradáveis. Mas às vezes, mesmo com as pistas claras, isso não acontece… Subimos de teleférico ao topo do Cerro Otto; belo passeio com belas vistas que poderia ter terminado aí. Mesmo com o ar decadente do restaurante giratório, resolvemos almoçar lá… Uma decepção!

Em toda a região é grande a influência das culinárias italiana, suíça e alemã que dividem os cardápios com os assados bovinos e caprinos, as caças, trutas e defumados. Os vinhos são um capítulo a parte. Obviamente os melhores vinhos das melhores casas não são baratos, mas com preços infinitamente mais razoáveis que aqueles praticados nos restaurantes brasileiros.

A Posada Piedra del Condor, apesar de simples e pequena, possuía um chef muito competente. Jantamos lá quando chegamos e não resistimos a mais dois jantares, incluindo o de réveillon. Martin, com passagem por Buenos Aires e por Palma de Mallorca, preparou-nos com esmero truta “envelopée”, “ojo de bife”, massas e sobremesas maravilhosas. Foi uma das descobertas mais prazerosas da viagem.

Na cidade destacamos o restaurante El Patacon, na Av. Bustillo Km 7. Serve comida típica da Patagônia. Apesar da falta de ar condicionado – acho que estão preparados apenas para o inverno austral – a comida estava perfeita e a sobremesa (panqueca de doce de leite) deliciosa. Prato principal, sobremesa e uma garrafa de vinho por 316 pesos (cerca de R$160) para duas pessoas.

Opções de restaurantes não faltam no centro ou ao longo da avenida Bustillo. Mas nunca descarte a possibilidade de, pelo menos num dia, comprar defumados em uma das várias lojas da cidade, um pão, uma garrafa de vinho e fazer uma refeição improvisada no hotel, numa praça ou – a melhor das possibilidades – à beira de um lago. Um charme extra da cidade durante o verão.

Antônio

Anúncios
Comments
One Response to “Comer em Bariloche”
  1. Fernanda disse:

    Antonio
    Que delicioso!!!!
    Me deu água na boca só de imaginar a panqueca…e outras delícias ….
    Vcs fizeram uma vagem e tanto.
    Esse blog vale pelas dicas…..maio estarei lá e percorrendo parte do roteiro de vcs.
    Obrigado

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: